Tantos elementos envolveram a semifinal do Moc no Campeonato Mineiro 2011, que mal se sabe por onde começar. Xingos, vibração, raça, raiva, felicidade e vários outros compuseram o cenário da eliminação do Pequi Atômico no Mineiro 2011, provocada pelo Vivo/Minas, mais uma vez e por 3x1 (25x21, 25x18, 19x25 e 25x23).
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Crédito: Havar Comunicação |
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Crédito: Fredson Souza |
Quando a torcida montesclarense começou a entrar no ginásio de Contagem, já podia se sentir que a festa seria bonita e que as chances de que o Moc saísse com a vitória seriam grandes. Com bastões cedidos pelo BMG, o barulho foi ensurdecedor pelo poliesportivo. Cerca de uma hora e meia antes do jogo começar, a torcida já incentivava o time e fazia algumas provocações com os minastenistas, principalmente Henrique, faz parte (RISOS).
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Porém, duas incoerências apareceram na escalação: Rafinha e Cléber. O assistente técnico Leandro Dutra arriscou na formação em plena semifinal. Manu sempre colocou Rivoli de titular e justificou que os fundamentos de bloqueio, saque e defesa ajudavam muito a equipe. Com relação a Cléber, sem criticar o seu potencial, que ainda vai ser mostrado no decorrer da temporada, mas pela lógica não se coloca um jogador sem ritmo e que mal chegou à equipe em jogo decisivo. A chance deveria ter sido concedida à Serafim, principalmente por causa da boa eficiência no ataque que ele vinha apresentando. Alguns torcedores começaram a ficar impacientes.
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Crédito: Orkutorcida |
Assim, apesar de Tuba ter feito um excelente primeiro set, fazendo muitos pontos, o Moc perdeu por 25x21. Coros negativos com relação ao técnico começaram a aparecer. Além disso, Rivoli e Leo Caldeira foram imediatamente exigidos na partida. Enquanto Rafinha pouco apresentava raça e qualidade no bloqueio e saque, Rivoli, no banco, demonstrava vontade de entrar e mudar o rumo do jogo.
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Crédito: Havar Comunicação |
Porém, somente após perder o segundo set, por 25x18, é que Leandro entendeu que havia algo de errado e fez algumas mudanças. E a história do jogo mudou. Salsa também entrou na partida e se mostrou decisivo principalmente no fundamento "bloqueio". A torcida vibrava de um jeito que chamava a atenção de todo o ginásio, a partida parecia ter começado ali. A tão desejada escalação, com exceção de Silêncio, e que foi construída pelo técnico Manu Arnaut foi de dar orgulho. Vibração, raça, boas defesas e saques forçados marcaram a atuação do Pequi Atômico no terceiro set. Rivoli fez sua melhor partida na temporada pelo Moc. Resultado: 25x19.
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Crédito: Havar Comunicação |
O quarto set, o mais equilibrado de todos, continuou com o mesmo perfil do anterior. O time estava muito aguerrido e a torcida estava insana. Gritos de guerra, xingos ao ex-moc Manius e a Henrique foram feitos com força total. Além dos que estavam em Contagem, pela internet os torcedores, inclusive Federico Pereyra no Japão, vibravam com a possibilidade de um tie-break e uma vaga na final do Campeonato Mineiro 2011. Assim parecia que iria acontecer, mas infelizmente o Moc deixou o Minas passar no finalzinho e acabar com a partida após um 25x23 e 3x1 no placar.
Os jogadores não devem ser tão julgados pela derrota, já que a falta que um técnico faz foi sentida por torcida e atletas. Talvez, se a escalação pedida tivesse sido anunciada logo no início, o rumo pudesse ser outro. Das atuações individuais, Fabio Paes fez uma partida excelente. Reffatti, o mais consistente, liderou as boas viradas de bolas do Esquilão. Ao imaginar que mais uma vez ficou-se no "quase", o lamento é inevitável. A falta que um técnico faz foi vista de perto e a continuidade do trabalho de Manu podia ter sido dada.
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Crédito: Orkutorcida |
A nós, fanáticos torcedores, só nos resta esperar pela Superliga 2011/2012, que promete ser a mais acirrada de todos os tempos. O Moc estreia na competição no dia 10/12, fora de casa, contra o Medley/Campinas. O BMG/Montes Claros não ganhou lugar no pódio no Mineiro 2011, mas o perfil dos jogadores ficou claramente definido. Raça tem, só resta esperar o técnico chegar para poder colocar tudo nos eixos. #GOMOC