quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O VÔLEI PEDE AJUDA

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Apesar de já ter sido esperado o fato de que o vôlei entraria em crise, devido à falta de patrocínios e dificuldades dos clubes de se manterem nas competições, a situação parece ser ainda pior.


Vôlei tem dificuldades para ser reconhecido no Brasil
Já não é mais novidade que o voleibol brasileiro está em um dos seus piores momentos em termos financeiros. Tem se tornado frequente: quando parece que o esporte vai ser devidamente reconhecido nas principais mídias, sofre uma queda, sem motivo aparente para tal feito.

Sada 3x0 Minas no C. M. 2012.
Foto: sadacruzeiro
Havíamos publicado um post no mês de julho de 2012 falando sobre a eventual crise no vôlei, mas não tínhamos ideia da dimensão em que a situação estava. O pior é que os dirigentes parecem estar assistindo a tudo sem fazer nada.

Empresas que pretendem investir em times de vôlei obviamente querem o reconhecimento da sua marca, mas como vão investir em equipes que nem têm os seus jogos transmitidos em TV aberta? E mesmo quando partidas são transmitidas, nem o nome dos investidores são citados durante o confronto. Os campeonatos estaduais dificilmente têm algum jogo transmitido. Se o torcedor quiser acompanhá-los, tem que se contentar com um ponto a ponto no twitter. Por esses motivos que os patrocinadores pensam duas, três vezes antes de investirem em uma equipe de vôlei.

O esporte já mostrou que tem potencial. Nas competições internacionais, por exemplo, o Brasil é muito bem representado pelos nossos atletas. Ficar fora do pódio nesse esporte é uma cena rara de se ver. Então, o que falta para, principalmente a televisão, passar a divulgar o vôlei, transmitindo mais jogos em rede nacional e promovendo mais competições?

O Esporte Interativo é um canal que tem investido bastante no voleibol, e só não transmite mais jogos devido aos direitos autorais comprados por outro canal. A Bandsports é outra emissora que deve apostar no esporte ao transmitir a Liga Italiana na próxima temporada. Mas e os campeonatos estaduais brasileiros e a Superliga? Por que essa falta de divulgação?


Desemprego no vôlei brasileiro faz com que vários atletas deixem o país
Já citamos algumas vezes a quantidade de atletas desempregados e que poderia formar 3 ou 4 equipes, de médio a alto nível. Alguns chegaram a ser contratados no Brasil, mas, devido à diversidade de clubes com dificuldades financeiras para poder se manter vivo nas competições, muitos se viram obrigados a saírem do país, jogadores e jogadoras. Se continuar dessa forma, iremos nos deparar com uma Superliga de 8 equipes, comprometendo ainda mais a visibilidade do esporte.

É preciso repensar no planejamento, tanto dos times quanto dos organizadores das competições brasileiras. Ver tantos atletas desempregados e observar a quantidade de competições e times que poderiam ser feitos é triste. O vôlei precisa de ajuda e cabe a todos os jogadores, técnicos, torcedores e dirigentes tomarem alguma atitude para mudar esse quadro. Ainda dá tempo de salvar o esporte!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

BANDSPORTS NA LIGA ITALIANA DE VÔLEI

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A BandSports adquiriu os direitos de transmissão do Campeonato Italiano Masculino de Vôlei da série A, um das ligas mais fortes do mundo e, para muitos, a mais organizada.

Foto: Divulgação/FIVB
Enquanto no Brasil a detentora dos direitos de transmissão da Superliga “trava” as transmissões em TV aberta, mostrando os jogos apenas em TV fechada, a BandSports aposta no crescimento do público do vôlei e investe na transmissão de outras ligas. Mesmo sendo transmitido em TV fechada, o Campeonato Italiano se torna mais uma opção para os apaixonados pelo esporte no Brasil, e certamente dará certo. Grandes jogadores, belos ginásios, times fortes e organização são os atrativos.

Com início previsto para o dia 07 de outubro e final no dia 13 de abril, o campeonato contará com 14 clubes, sendo que todos se enfrentam na primeira fase, classificando-se 8 para os play-offs e os dois últimos serão rebaixados para a série A2. A competição ainda oferece vagas para a Copa Itália da série A1. As equipes que conseguirem bom desempenho nessas duas competições podem conquistar vaga para Liga dos Campeões, Challenge Cup e Copa CEV.

Muitos brasileiros já jogaram na Itália. Para esta temporada, o destaque brasileiro na série A1 é Rafa, levantador do Trentino. Estarão presentes, também, Bruno Zanutto, do Ravena, e Davidson Lamparillo, que defenderá o Macerata, atual campeão italiano. Vale a pena conferir essa forte competição de vôlei. A BandSports pode ter acertado em cheio.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PAPO NA REDE COM JOMAR

5 comentários:
Estamos de volta com o nosso quadro "Papo na Rede". E, abrindo a temporada 2012/2013, o entrevistado da vez é o fisioterapeuta desses três anos de Pequi Atômico - Jomar Almeida. Bastante educado em nos atender, ele conta na entrevista como recebeu a notícia do fim da equipe; revela qual foi o atleta de tratamento mais difícil na história do Montes Claros Vôlei; quais são os novos planos; dá conselhos para os peladeiros de vôlei; e ainda conta o que costuma fazer nas horas vagas. A entrevista ficou muito enriquecedora e descontraída, temos certeza que os internautas vão gostar muito. Vale a pena conferir!

Crédito: Orkutorcida
Assista ao vídeo da entrevista


Leia a entrevista transcrita

Gostaríamos de começar te perguntando: como é a sua trajetória no esporte?
BMG/Montes Claros x Sky/Pinheiros.
Crédito: Orkutorcida
A minha entrada no vôlei foi pelo que eu sempre fiz em Montes Claros. Eu atendia os atletas amadores daqui, no MCTC, de graça. Cheguei a atender alguns atletas que vieram a se tornar profissionais, como foi o caso de Carlão, Jonhson e o levantador Gerinha. Então, quando Victor veio da Espanha, eles me indicaram para cuidar da entorse de tornozelo grave que ele havia sofrido. Ele já vinha de um tratamento de um mês, mas não tinha apresentado boa evolução. Quando eu o atendi, com pouco mais de uma semana ele já conseguia saltar para bloquear, graças ao trabalho de reforço que a gente tinha feito. Nessas sessões de fisioterapia ele começou a falar comigo uma coisa que eu não acreditei muito, que tinha um projeto de montar uma equipe de vôlei profissional em Montes Claros. Eu falava com ele que estava louco, mas respondia dizendo que iria trazer Giba e ele iria ser vaiado por 8.000 pessoas no ginásio, e eu dei gargalhada na época. Mas a aposta dele, juntamente com outras pessoas envolvidas no projeto, fez com que surgisse o Montes Claros Vôlei.

Já aproveitando para falar do time, qual foi o momento ou quais foram os momentos mais marcantes para você nesses três anos defendendo a equipe?
Rodriguinho com a taça de vice-
campeão da Superliga
Na verdade são vários momentos marcantes, mas a gente não pode deixar de falar do primeiro ano. Montes Claros era novato e nós fomos vice-campeões da Superliga. E nesse ano de estreia, que foi o mais marcante, teve um momento ímpar pra mim. Na véspera da partida da final contra o Florianópolis, houve a reunião com os jogadores e cada um começou a falar alguma coisa. Então, Rodriguinho levantou, como capitão da equipe, e falou algo que me deixou surpreso. Ele disse que Deus não faz nada por acaso, pois estava na Europa e sentindo muito dor no joelho, um problema crônico que ele tinha. Já haviam feito vários tratamentos com ele e nada resolvia. Quando estava desistindo do voleibol, apareceu o convite para jogar no Montes Claros. Ele só pediu a Deus que jogasse em um lugar que cuidasse do seu joelho, mas quando ele chegou eu nem tinha acertado com a equipe ainda. Ele até pensou: "o que você está querendo comigo, Deus? Me mandando para um lugar onde nem fisioterapeuta tem?". Mas, assim que fui contratado e o tratamento começou, com menos de 1 mês ele já não sentia mais nada. Ele disse que nunca sentiu tão bem, que havia sido a primeira temporada que ele não sentia nada no joelho. Ele ter falado isso nessa hora como algo de exemplo, na véspera da final da Superliga, dizendo que nada acontecia por acaso, para mim foi um momento ímpar. Eu não esperava que tinha marcado tanto a carreira dele como marquei.

Jomar, e como é que você recebeu essa notícia do fim do time?
Jogadores agradecem torcida Moc.
Eu acho que foi uma surpresa para toda a cidade. O que eu fico preocupado é que tem hora que a política, e talvez a ganância, passam por cima de um bem maior. Eu penso que nunca Montes Claros foi tão valorizada nacionalmente como foi com o time de vôlei. Eu sei que eu convivi muito com Sr. William, Sr. Felipe, Victor, e sei que são pessoas que amavam muito o vôlei, isso eu posso garantir. São pessoas que fizeram de tudo para essa equipe dar certo e elevar o nome de Montes Claros. Quando veio a notícia foi um choque até mesmo para eles, e foi triste pelo fato deles não terem tido força de manter o time. Mas a esperança é a última que morre. Nós, enquanto população, se for uma coisa boa, temos que cobrar das autoridades de que isso não acabe. E não tem uma pessoa que fale mal do que acontecia naquele ginásio.

E com o fim, pelo menos momentâneo, da equipe de vôlei, você vai voltar para o futebol?
Graças a Deus que, quando a gente faz um bom trabalho e é reconhecido, não faltam oportunidades. Eu não quero deixar a área esportiva nunca. Semana passada, com o retorno do Montes Claros Futebol Clube para disputar a 2º divisão, eu fui convidado por Victor para trabalhar na equipe. Estou muito feliz pelo convite e mais ainda por não estar saindo da área de esportes.

Jomar e Leo Caldeira.
Foto: Rubem Ribeiro
Por já ter experiência tanto pelo lado do futebol como pelo lado do vôlei, qual a avaliação que você faz em termos de fisioterapia: os cuidados são muito diferentes?
Na verdade, o objetivo da fisioterapia é o mesmo. O que muda é como você vai atender. O vôlei é um esporte que não tem muito contato, mas que tem o uso muito grande de certas articulações; muito impacto nos membros inferiores, pois saltam muito joelho e tornozelo, além de muito uso do ombro. O futebol já é mais um esporte de aceleração e desaceleração demais e um piso irregular, onde há muito contato. Então, há essa diferença, que se dá nos tipos de lesões. E como você vai fazer o trabalho para evitar os tipos de lesões está no conhecimento delas.

Nós temos muitos blogueiros que jogam o seu voleizinho no final de semana, inclusive a gente. Quais são os conselhos que você poderia dar para esses "atletas"?
Peladeiros de vôlei em Moc.
Foto: Jane Leite
Toda pessoa que vai fazer uma atividade, de moderada a intensa, ela tem que passar por um trabalho preventivo de lesões. Quando a gente joga vôlei em pelada, mesmo que seja duas, três vezes por semana, naquela atividade você sempre vai trabalhar a mesma musculatura. O corpo humano é feito de músculos que são usados para aqueles estabilizadores e acabamos não trabalhando esses estabilizadores, o que pode gerar bastantes problemas. Assim, toda pessoa que jogue, por exemplo, duas vezes por semana, deve fazer um trabalho preventivo para que não aconteça uma lesão, como um trabalho de musculação específico. O trabalho do fisioterapeuta hoje está sendo nesse sentido, onde o esportista define o que ele quer praticar e o trabalho é feito especificamente para esse esporte.

Jomar, já caminhando para a parte final da entrevista, voltando à questão do vôlei, como fisioterapeuta do time, você teve contato com outros fisioterapeutas do país. Então, como você avalia a questão da saúde no esporte? Como vem sendo tratado os jogadores?
Jomar na clínica de Montes Claros.
Crédito: Orkutorcida
Como eu falei: existe equipes e equipes de vôlei. Tem vários times que querem sugar o jogador naquele ano, não interessando como o atleta estará no ano posterior. Há também aqueles trabalhos em que os fisioterapeutas enxergam o jogador como ser humano. Pelo fato do Brasil, hoje, por não ter fisioterapeutas com a condição financeira para montar equipamentos, como os dos Estados Unidos e Alemanha, nós conseguimos nos adaptar muito. Por isso somos considerados, na versatilidade, como a melhor fisioterapia do mundo, principalmente na parte preventiva de lesões. Jogadores vivem convidando fisioterapeutas daqui para ir para a Europa. Inclusive, eu quase larguei o time de vôlei na temporada 2010/2011 para ir trabalhar na França.

Então você avalia de modo positivo a fisioterapia no esporte brasileiro.
Muito positiva, cresceu demais. O Brasil está começando a pesquisar muito na área esportiva, principalmente na parte de prevenção.


E nesses três anos de Montes Claros, qual foi o caso mais difícil de tratar?
Leandrão, ex-Montes Claros.
Foto: Christiano Jilvan
Olha, eu tive alguns "pepinos" nas mãos para resolver (risos). Teve um caso, ninguém sabe disso, mas Leandrão só ficou em Montes Claros porque a comissão técnica se reuniu e verificou na ressonância magnética que o atleta tinha 70% de um músculo rompido, e que é fundamental para o jogador de vôlei, ele chegou na cidade dessa forma. O desafio era se eu conseguiria curar esse ombro. Eu respondi positivamente, mas dependia mais de Leandão do que de mim, e ele até assinou um termo de compromisso para que desse certo. Dessa forma, nós conseguimos em tempo recorde reabilitar o ombro de Leandrão. Outro atleta que também chegou muito mal fisicamente foi o Tuba. Quando ele estava no Brasil Vôlei, já havia 3 anos seguidos que estava no Brasil e nunca havia ficado sem machucar. A temporada que ele jogou sem problemas foi aqui em Montes Claros. Quando chegou, ele tinha tido uma ruptura no músculo serrátil grave e não conseguia nem levantar o braço. Ele não gosta que eu falo, mas eu brinco com ele que quando as pessoas me perguntam qual foi o meu maior  desafio no voleibol, eu respondo: "Tuba!" (risos). Mas é um cara hiper profissional, que dá gosto de ver treinando.

E fora esse estresse todo do trabalho, o que costuma fazer nas horas vagas para poder relaxar?
Olha, eu gosto de jogar o meu futebolzinho (risos). Eu gosto de praticar esporte de vez em quando. O vôlei não estava me deixando praticar esporte e eu acabei ficando com esse corpo de barriga (risos). Esses atletas comem pra caramba. Íamos nas viagens e toda hora que eles estavam lanchando a gente lanchava também. Só que eles praticavam esporte, nós não (risos). Mas eu gosto de jogar bola, pedalar, faço umas trilhas boas aqui em Montes Claros, é isso.

Jomar, muito obrigado por receber a gente.
Eu que agradeço, e que vocês venham sempre aqui na clínica, espero que não para tratar, mas para visitar (risos). Existe esse ditado: se a pessoa vier aqui e não voltar, vem obrigado (risos). Então é bom vocês estarem vindo aqui nos visitar.
Jomar e Orkutorcida. Crédito: Orkutorcida
Gostaríamos de deixar registrado que ficamos ainda mais admirados pelo trabalho de Jomar. Com a entrevista, ficou muito claro o motivo desse grande fisioterapeuta ter ganhado rapidamente o apelido de "São Jomar". O Papo na Rede foi sem dúvida um dos mais enriquecedores que nós já fizemos. Agradecemos muito por você ter nos atendido prontamente e esperamos que possa continuar nesta caminhada de sucesso, Jomar! Grande Abraço de toda a Orkutorcida, valeu!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BRASILEIROS SÃO PRATA EM LONDRES

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Apesar de começo avassalador na final olímpica de Londres 2012, os brasileiros foram surpreendidos com uma carta na manga da técnico russo e amargou a virada de 3x2.

Brasileiros ficam com a prata após a derrota para a Rússia por 3x2. Foto: FIVB
Não se pode negar que a seleção de Bernardinho chegou desacreditada nas Olimpíadas 2012. Mesmo com inúmeros títulos na bagagem, na última Liga Mundial o time teve um de seus piores resultados com o amargo 6º lugar. Porém, quando os jogos em Londres começaram, parecia que estávamos vendo a verdadeira seleção. A vitória que talvez mais tenha trago confiança não só para a equipe, mas para os torcedores, foi aquela sobre a Rússia por 3x0. Contudo, foi o que também pode ter despertado nos russos uma raça inacreditável para vencer a final, mas vamos por partes.

Wallace em Londres 2012. Foto: FIVB
Na fase classificatória das Olimpíadas, o Brasil avançou como o segundo do grupo, à frente da Rússia e atrás dos Estados Unidos, que foram eliminados pela Itália nas quartas de final. O Brasil passou pela Argentina e depois pela Itália, ambas as vitórias por 3x0, com atuação que só trouxe mais confiança para a equipe.

Brasil x Rússia foi um dos confrontos que poderá servir de lição para os jogadores por um bom tempo. Os dois primeiros sets foram vencidos fáceis pela nossa seleção. Mas a armadilha viria a iniciar o terceiro set: Muserskiy. O técnico tinha uma carta na manga que surpreendeu não só os torcedores brasileiros, mas a equipe. O central russo passou a exercer a função de oposto e Mikhaylov passou a ser um dos ponteiros. Ainda assim, o Brasil ficou à frente até o 22º ponto com boa vantagem, e todos já começavam a comemorar. Giba entrou para o que parecia ser o começo da despedida da seleção. Talvez o erro tenha sido este: achar que a partida já estava ganha. A Rússia inacreditavelmente reagiu na parcial e a virou por 29x27. Foi o fator essencial para fazer com que nossa seleção não se encontrasse mais. O jogo mudou de tal forma que não pudemos fazer nada a não ser lamentar uma amarga virada de 3x2, parciais de 25x19, 25x20, 27x29, 22x25 e 9x15. Decepção? Jamais.

Seleção Brasileira recebe a prata.
Foto: FIVB
A seleção de Bernardinho venceu a competição quando chegou à final. É claro que fica aquele gostinho de que poderia ter sido ouro, uma vez que já tinha alcançado o feito de chegar à terceira final olímpica consecutiva, mesmo desacreditada. Mas a prata deve ser vista como motivo de orgulho para um ciclo que pode ter encerrado nessas Olimpíadas. Ricardinho, Serginho, Rodrigão, Giba e quem sabe Dante não devem voltar a defender o Brasil. Mas também ficou a expectativa pelos talentos promissores, como Bruno e Wallace, que fizeram um bom campeonato e têm muito a crescer.

Ficou claro dentro de quadra que a nossa seleção lutou até o último momento. A vitória não veio, mas a prata deve ser vista como se fosse o ouro olímpico, por toda a superação que o Brasil teve no torneio. Mas, se no feminino jamais esqueceremos o nome de Gamova, no masculino jamais deixaremos de lembrar a forma como Muserskiy acabou com o sonho do Brasil.

Brasileiros são prata nas Olimpíadas de Londres 2012. Foto: FIVB
De qualquer forma, nós torcedores nos orgulhamos da raça brasileira e ficamos na certeza que essa seleção ainda vai ter muita história para contar. Bernardinho ainda não sabe se continuará a defender a equipe, pois acredita que isso pode até a vir prejudicar o novo ciclo de jogadores, que devem se preparar inclusive para as Olimpíadas de 2016. Mas isso fica para outro post, pois o técnico é uma pessoa a qual todos devemos respeitar e aplaudir de pé, além de ter muita história para contar. #ValeuBrasil #TorcidaVôlei #VôleiOrgulho.

Murilo é MVP em Londres 2012

Murilo é MVP nas Olimpíadas 2012.
Foto: FIVB
Das premiações individuais, o grande feito foi Murilo ter sido eleito o Most Valuable Player (MVP) das Olimpíadas 2012. Terminando como o 5º maior pontuador (98 pontos), o 3º melhor atacante (40,12%) e 73,16% de eficiência na recepção, o ponteiro se destacou principalmente na fase final da competição. Mais um talento promissor para os próximos 4 anos.

domingo, 12 de agosto de 2012

LOGAN TOM, A MAIS NOVA "BRASILEIRA"

Um comentário:
Nessas olimpíadas, o torcedor brasileiro teve um aperitivo de uma das grandes jogadoras que vai brilhar nas quadras brasileiras na temporada 2012/2013 da Superliga: Logan Tom, ponteira da seleção americana, que teve uma breve passagem pelo Brasil, no Minas, em 2003. 

Logan Tom. Fonte: - http://migre.me/afCLX
Impossível não reconhecer e se render ao talento dessa jogadora, reforço da Unilever para a Superliga. Quem assistiu aos jogos da seleção americana pôde se certificar da grande atleta que é Logan Tom: líder em quadra, ótimo saque e ataca e passa bem, muitas vezes se colocando à frente da líbero. Além disso, ocupa muito bem os espaços da quadra. Quando menos se esperava, lá estava ela recuperando uma bola. Resumindo, é a típica jogadora completa, irá ajudar muito o time do Rio de Janeiro.

Logan Tom.
Fonte: http://migre.me/afCSI
A ponteira possivelmente fará os torcedores brasileiros se sentirem mais fascinados pelo voleibol, assim como também fizeram, recentemente, as americanas Stacy Sykora (Vôlei Futuro) e Hooker (Sollys/Osasco). O que as americanas têm não sabemos, mas é bom ver jogadoras de uma potência como os Estados Unidos procurarem o Brasil, isso só abrilhanta, valoriza e aumenta o nível da competição nacional.

Que a mais nova “brasileira”, Logan Tom, continue encantando com seu voleibol de alto nível apresentado no decorrer das  competições. Boa sorte a ela.